Hoje quis ter meu pai junto de mim e lembrei que não era possível. Então eu não senti saudades, porque achei que esse sentimento devastador não era grande e forte o bastante para o que eu estava sentindo. Eu estava sentindo mais que a falta dele. Era como se estivessem comprimindo meu coração e minha mente. Percebi sim que não havia me acostumado com a dor que inevitavelmente iria me acompanhar pro resto da vida. Um pedaço de mim que havia sido levado. Era menos ar, menos luz.Mas, o que me conforta é saber que há amor em toda a parte de mim, em cada célula. E esse amor vai durar para sempre.
Clauderim de Paula Rocha, meu pai.


