sexta-feira, 18 de maio de 2012
Não me importo com o ódio, só prefiro que as pessoas não demonstrem. Me dou bem com a falsidade, apesar de odiar praticá-la. Sinto pena das pessoas, e isso é algo que nunca gostaria que sentissem por mim. Sinto falta de pessoas, e isso é o tipo de coisa que não desejo para ninguém. Amo muito poucas pessoas. Sofro muito por poucas pessoas. Dói em mim como se fosse a dor de muitas pessoas. Sou fraca, mas sempre resistirei. Poucos sabem, confesso que não dou liberdade ao caos do meu coração. Tenho vontade de chorar 24 horas por dia. Sorrio 24 horas por dia. Tento, confesso, mas nunca consigo me sentir bem.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sem por, sem tirar, sem amor.
Difícil é perder algo que nunca se teve. É incompensável e vazio. Pungente, dilacerante e até mesmo melancólico. Sem por, sem tirar, sem amor. Angústia. Diamantes, brilhantes e pérolas não me fazem falta, e, mesmo se fizessem, não morreria por isso. Morro por outras coisas. Se eu os tivesse, me roubariam. De coisas roubadas faço a list. mor, dor. Não vivo, existo. Não ando, vago. Sem por, sem tirar, sem amor.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Rogério, flores para presentear.
Rogério,
flores para presentear.
5º Capítulo
A luz do sol estupidamente
forte invadiu meu quarto logo ao amanhecer. Depois disso não consegui mais
dormir por causa da ressaca e minha preocupação com Lilian.
Maria me fez companhia à manhã toda, e junto, preparamos
um café da manhã e arrumamos o apartamento com a intenção de logo devolvermos
para a imobiliária. Tristemente arrumamos as malas, e quase no horário do
almoço, Lilian Rafaelly saiu do quarto, arrumada, colocando sua mala na sala.
-
Quando iremos para a rodoviária? – Ela perguntou com a voz fraca,
movimentando-se lentamente.
-
De tarde. Gostaria de antes tomar um banho, ir naquele restaurante e enfim
conhecer e me despedir do vizinho da frente. – Disse me espreguiçando, e sendo
abraçado por Maria que estava visivelmente cansada.
-
Tudo bem. – Ela falou e deitou no sofá.
-
Lilian, você sabe, precisamos conversar. – Eu disse me sentado ao lado dela.
-
Olha, eu vou à mercearia comprar as coisas do almoço e já volto. – Maria disse
retirando-se propositalmente, sabia que eu queria conversar com minha irmã a
sós.
-
Por favor, não conte para nossos pais. – Ela disse sentando-se de frente para
mim, com os olhos suplicantes e já marejados.
- Por que não Lilian? Você
acha que eu voltarei para São Paulo logo no início da viagem, por nenhum motivo
lógico. E ainda mais, você é menor de idade e um ocorrido desses não pode
passar e branco. – Eu falei tentando não me irritar.
- Tenho que te contar uma
coisa. – Ela falou soltando minha mão e olhando para o branco da parede ao seu
lado. Delicadamente puxei seu rosto para o meu.
- O quê?
- Eu já conhecia o
Mauricio. – Ela falou com a voz tremendo e meu sangue ferveu. Fiz um sinal para
que ela continuasse.
- Por um site de
relacionamento, começamos a conversar e... Ele disse me amar e estar
estupidamente apaixonado por mim. Me chamou para viajar. Fui eu que... Coloquei
o folheto de Paraíso Ardente em seu quarto. Eu armei essa viagem para conhecer
Mauricio e eu não quero que você conte para nossos pais porque eu sei que estou
errada. Mas não queria estar. – Ela sussurrou a última frase e começou a chorar
como uma criancinha assustada. Era o que ela era. A abracei forte, com medo de
deixa - lá cair.
- Tudo bem Lilian, calma.
Já acabou. – Eu disse para ela e quando ela já estava mais calma, peguei um
copo de água com açúcar para que se acalmasse. Em seguida, Maria entrou
silenciosamente no apartamento e foi em direção a cozinha, e depois do nosso
almoço, a campainha tocou.
Maria e Lilian estavam se
arrumando e arrumando os poucos pertences para a viagem de volta para São
Paulo, e eu fui atender a porta, descobrindo um homem vestido elegantemente e
portado de flores e chocolate.
- Boa tarde. – Ela falou
espontaneamente.
- Boa tarde. Quem é você? –
Perguntei desconfiado, com medo de ser um garoto a fazer mal a Lilian ou até
mesmo Maria.
- Sou Rogério. O vizinho da
frente. – Ele disse se enrolando para me estender a mão. Aceitei educadamente.
- Entre, por favor,
Rogério. – Convidei o salvador de minha irmã.
- Desculpe-me essa invasão,
mas desde ontem estou preocupado com a garota loira que quase... Você já deve
saber. – Ele se encabulou.
- Sim, a garota loira é
minha irmã. Lilian Rafaelly. – Disse sorrindo, enquanto o acompanhava até o
sofá. – Realmente gostaria de lhe agradecer. Se não fosse por você...
- Não fale isso. Nem
mencione que eu fico mal. Quero dizer que sabia que eram boas pessoas, por isso
os ajudei. Vim para cá logo depois de você. Vi a entrada de vocês, e o horário
que saíram. E, quando eu estava esperando meu irmão, vi Lilian chegar e... Você
já deve saber. – Sorri por ele repetir novamente a frase.
- É eu já sei. Bom, essas
flores e chocolates não são para mim, então me deixe chamar Lilian. – Disse me
levantando e batendo na porta do quarto das meninas, escutando um entre de minha
namorada.
- Lilian, você tem visita.
– Disse para a garota que estava sentada em cima da cama. Ela não parecia em
nada com minha irmã arrogante e fútil, mas que sempre estava linda, bem
arrumada e alegre. Aquela garota parecia um fantasma de tão pálida e morta.
- E quem é? – Ela se
mostrou interessada, mas ainda como uma mosca morta.
- Uma pessoa. – Eu respondi
e ela riu fraco, mas se levantou e olhou-se no espelho, passando um brilho nos
lábios.
Eu sai na sua frente, mas
logo que ela viu Rogério eu entrei no quarto e fiquei escutando por trás da
porta, até Maria me dar um tapa forte demais para uma garota.
- O que é amor? – Sussurrei
ainda gemendo pelo tapa.
- Isso é ridículo. Saia e
acompanhe a visita de seu irmão decentemente. Sabe – se lá quem é o estranho
que quer falar com ela. Ai ai, garotos... – Maria sussurrou antes de sair com
um sorriso estampado no rosto, e eu, a acompanhei.
Rogério era um cara muito
legal. Seu pai era o dono da imobiliária, e ele e seu irmão Lucas sempre viam
passar um feriado ou as férias aqui. Sentia-se triste pela cidade ser tão linda
e tão desconhecida. Seu irmão e eles haviam brigado, e Lucas havia saído de
casa e por isso, Rogério ficou plantado na porta, esperando por ele, e viu o que
aconteceu.
Ele também explicou que
logo depois de perseguir os caras, quase foi atropelado por um carro, e por
isso, não conseguiu pega-los para denunciá-los.
Lilian não conseguia tirar
os olhos de Rogério. Parecia que aquele corpo moreno e o cabelo desgrenhado
haviam conquistado minha irmã, juntamente com a simpatia que ele emanava pelos
olhos.
- E então, vocês estão
querendo sair hoje à noite? – Rogério perguntou já nosso amigo.
- Nem vai dar cara, daqui a
pouco voltamos para São Paulo. – Eu respondi enquanto Lilian olhava desesperada
para mim e me puxava com ela em direção a cozinha.
- Rogério, por favor, vem
comigo pegar um refresco para o Rogério. – Ela falou toda corada e já com uma aparência
melhor.
- Felipe, por favor, vamos
ficar. – Lilian sussurrou para mim enquanto pegava o suco na geladeira e o
colocava nos copos.
- Lilian, você tem certeza?
Temos que ir para São Paulo, denunciar o caso da tentativa de estupro e lá
estaremos bem mais seguros. – Eu disse me apoiando na bancada da cozinha.
- Sim, podemos fazer isso
aqui Felipe. Mas quero ficar aqui com você e a Maria.
- E o Rogério. – Eu completei
e ela sorriu.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Lilian, Maria, Felipe e o Paraíso Ardente.
2
horas mais tarde.
4º Capítulo
Voltamos ao quiosque onde
havíamos deixado Lilian. Já estava amanhecendo, e cerca de um grupo de 15
adolescentes habitava o lugar, dançando sertanejo. Nada de Lilian.
- Ah, Droga! – Falei ao
procurarmos ela por mais alguns quiosques que já estavam fechando. – Maria, por
favor, liga pro celular dela.
E Maria ligou. Ela atendeu
e disse que estava no apartamento. Suspirei de alivio e fomos até lá. Chegando,
abrimos a porta e demos de cara com uma Lilian descabelada e machucada. Corri
até ela que estava chorando.
- O que aconteceu Lilian? –
Perguntei apreensivo enquanto Maria corria para a cozinha e trazia água quente,
algodão e uma toalha.
- Foi de repente. – Ela
disse chorando e eu me segurei para não chorar também. – Logo depois que vocês
me ligaram, eu estava assistindo televisão e invadiram o apartamento. Tentaram
me... – Ela chorou mais e suspirou. – Tentaram me estuprar, mas o vizinho da
nossa frente não deixou.
- Calma Lilian, calma. Já
está tudo bem agora. –Maria disse dando
um copo de água para ela e colocando um remédio e o algodão sobre seus
machucados. – Quem foi? – Maria perguntou depois de alguns minutos em silêncio.
- Mauricio e Rafael. – Ela
disse convicta. Eu não sabia quem era Rafael, mas deduzi ser o cara que
paquerava minha Maria.
- E onde está o vizinho da
frente? – Eu perguntei um tanto irritado.
- Ele foi atrás dos
idiotas. Ele disse que estava sozinho e que teria que ir atrás dos caras. – Ela
me falou, olhando para baixo.
- Acalme-se Lilian. Felipe,
leva ela pro quarto dela. Vou preparar algo na cozinha. – Maria disse saindo
para a cozinha e eu suspirei.
Peguei minha irmã no colo e a coloquei na cama de seu
quarto. Ela estava chorando e eu a embrulhei.
- Sabe,
terei que contar para nossos pais. – Disse simples.
-
Por favor, não. – Ela não implorou. Devia estar fraca demais até para isso.
-
Amanhã conversamos. Daqui a pouco peço para Maria vir te ajudar a tomar banho
e... Se trocar. Boa noite. – Eu disse saindo do quarto e deixando- a sozinha.
Maria estava na cozinha
preparando uns sanduíches e chás. Combinação esquisita. Sentei-me a mesa e
apoiei minha cabeça em minhas mãos, logo sendo abraçado por Maria.
- Acho melhor irmos embora
amanhã. – Ela disse triste.
- Eu também amor. – Disse.
Comemos silenciosamente e depois Maria foi ajudar Lilian. Não sei que horas fui
dormir, mas acordei com uma incrível dor de cabeça e com a sensação de que
Paraíso Ardente era mais Paraíso do que qualquer outra coisa.
Lilian, Maria, Felipe e o Paraíso Ardente
6
horas mais tarde.
3ºCapítulo
- Vamos Lilian, nós estamos
atrasados! – Eu reclamei mais uma vez para escutar um “Já vou!” irritado da
minha irmã. Provavelmente ser mais nova do que eu torne-a mais irritante, mas
nem mesmo Maria estava mais aguentando.
- Estava gostando da
viagem. – Ela comentou um pouco mais cedo, quando pedimos uma pizza e Lilian
ficou falando do quão calórico era e demorou meia hora para resolver pedir um
frango grelhado com salada.
Maria que já estava pronta
com a mão na maçaneta e segurando o molho de chaves correu para fora ao ver
minha irmã sair lentamente do seu quarto.
- Até que enfim Lilian! –
Eu disse e peguei em seu pulso. – Ou você começa a se comportar nessa viagem
que é meu sonho e da Maria, ou você vai sair de Paraíso Ardente no primeiro
ônibus para São Paulo. E eu não estou brincando.
Saímos um tanto
desanimados, mas tudo mudou ao chegarmos a um pequeno e singelo restaurante
acolhedor, com uma comida deliciosa.
Depois fomos em direção a
praia e meu Deus, que praia incrível. Sua areia era incrivelmente branca, a
água incrivelmente limpa e havia um cheiro de natureza que era desconhecido das
outras praias. Era tudo maravilhoso.
- Muito obrigada por ter me
trazido aqui Felipe. Meu amor. – Maria disse sorrindo e Lilian estava se
afastando lentamente de nós.
- Aonde você vai Lilian?
–Eu perguntei já de saco cheio de toda aquela imaturidade.
- Para outro lugar. – Ela
respondeu simples.
- Que pena. Você não vai. –
Eu disse no mesmo de tom de voz dela e ela, estranhamente sem discutir, se
dirigiu para um quiosque e sentou – se comportada.
- Lilian, não vou deixar
você segurar vela, mas não vou te largar aqui. Vou pedir umas bebidas, vamos
dançar um pouco, ai você procura uma turma. Eu te amo irmã. Não faço por mal.
Essa viagem é para que nos aproximemos acima de tudo. Só colabore ok. Já volto.
– Disse indo em direção ao balcão do quiosque, pedindo cerveja, energético e
vodka.
Ao voltar vi Lilian corada
e bem animada. Havia dois meninos paquerando minhas princesas, e eu logo corri
para Maria, beijando-a no pescoço. Logo ela se arrepiou.
- Amor, o que você acha de
darmos uma volta na praia? – Sussurrei em seu ouvido e ela prontamente se
levantou sorrindo. O sorriso mais lindo do mundo. – Lilian vai ficar bem. –
Sibilei.
E nós deixamos uma cerveja
e um energético para ela e acenamos. Ela, muito mais feliz acenou também.
E nós demos a volta na
praia que era linda. Conversávamos trivialidades sobre a cidade, inventamos
acidentes com o carrossel do parque de diversões e enfim, chegamos ao assunto
Lilian.
- Espero que depois de
ficar com o Mauricio ela melhore seu comportamento. – Maria suspirou sentando
na calçada.
- Quem? – Disse totalmente
aéreo ao assunto da conversa.
- Lilian. Mauricio é o nome
do garoto que estava flertando com ela. –Maria falou simples. – O que está
acontecendo com ela Felipe? De repente na escola ela se afastou de mim. Lancha
sozinha no intervalo. – Maria disse recordando-se dos momentos, como se
realmente não estivesse na minha frente.
- Eu não sei. E tudo o que
você disse acontece em casa também. – Me sentei ao lado dela. – Não conversa
mais com ninguém, come sozinha. Vive trancada em seu quarto. – Suspirei pesado.
– Anda totalmente estranha e de alguns dias para cá vive grudada ao telefone de
casa, esperando um telefonema sabe-se lá de quem.
Maria me abraçou. Estava
arrepiada. Tirei meu casaco e coloquei sobre ela, e ela sorriu para mim. Cara,
como eu era louco por ela. Por esse sorriso, esse corpo. Eu a amava demais.
Lilian, Maria, Felipe e o Paraíso Ardente.
Lilian,
Maria, Felipe e o Paraíso Ardente.
2º Capítulo
Paraíso Ardente. Cidade
pequena e desconhecida do litoral do Espírito Santo. Tinha um clima de cidade
do interior. As pessoas eram simpáticas, a cidade não era poluída e havia um
clima de paz pairado sobre ela. E por isso e por essa cidade ter praias lindas,
eu, minha irmã e minha (gata) namorada a escolhemos para passar as férias.
- Estou cansada Felipe. –
Lilian, minha irmã reclamou. Estava sendo assim desde que saímos de casa, São
Paulo. Maria, minha linda namorada suspirou. Até ela que era super amiga de
Lilian já estava cansada de todo aquele auê.
- Calma Lilian, o
apartamento é logo ali. Já estamos chegando e ai enfim você poderá descansar.
- E parar de reclamar. –
Maria completou silenciosamente e eu ri fraco. Maria era linda e preciosa. Com
seu corpo escultural, era uma morena de olhos verdes. Seus cabelos lisos como
de uma índia caiam delicadamente por suas costas. Ela era alta, tinha um
sorriso que podia acabar com qualquer um. Mas, além de toda sua beleza, eu
prezava nela sua confia, sua sabedoria e seu amor por tudo, principalmente por
mim.
Quando finalmente chegamos à
frente do pequeno prédio que havíamos alugado para uma semana de paz e
felicidade, nos surpreendemos porque ele era realmente pequeno. Ele devia ter
dois andares, com quatro apartamentos em cada bloco.
- Parabéns Felipe! – Lilian
se dirigiu para mim. – Você realmente escolheu um ótimo apartamento para nós.
Como você disse mesmo? Última linha de cidade pequena. Isso não é nem a linha.
– Ela disse e seus cabelos loiros como os meus caíram sobre seu rosto. Minha
irmã era linda também. Magra, alta. Podia ser modelo, mas toda essa beleza que
tinha equivalia a toda sua arrogância.
- Lilian, você sabia desde
o começo que não seria grande coisa. E bem, eu adorei o prédio. Realmente se
encaixa perfeitamente com a idéia de cidade antiga do interior.
- É Lilian, relaxa. E a
gente quase não vai ficar dentro do apartamento. – Maria disse já apertando o
botão do interfone, tendo a entrada autorizada.
Não havia elevador, mas
como eu disse, eram somente dois andares e quatro apartamentos por andar. Nosso
apartamento era grande, com duas suítes, cozinha, sala e uma sacada de vista
pro mar.
- É um apartamento lindo
Felipe! Eu amei. – Maria disse vindo até mim e me beijando. Lilian fez som de
nojo e bateu a porta de um quarto. Sorri. Como eu amava estar com a Maria.
- E então guia - turístico?
O que faremos essa noite? – Maria disse segurando minha cintura.
- Acho que nós podemos ir a
um restaurante e depois irmos para a praia. Com certeza vai ter algo lá.
- Então tá ótimo... – Disse
ela antes de voltar a me beijar, me empurrando para o quarto.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Paraíso Ardente
Paraíso Ardente
1º Capítulo
Eu suava frio ao ver a letra caprichada no papel de pão, que me dava uma notícia horrível. Maria continuava estancada no pé da porta, cheia de areia da praia e os braços cobertos de sangue.
- Não quero saber o que diz ai Felipe. Eu não quero. – Maria disse ainda imóvel, com a voz chorosa. – Mas me diz. – Ela falou convicta.
Felipe e Maria,
Desculpem-me pelo modo irracional como agi nos últimos dias, e desculpem -me pelo que fiz, mas realmente tive que fazer isso. Sei o quão ruim e decepcionante fui para todos que me amam - se é que me amam -, mas espero que saibam que eu amo vocês. Obrigada por tentarem me ajudar. Não se preocupem: Ficarei bem.
Com amor,
Lilian Rafaelly.
As lágrimas não puderam mais ser seguradas nem nos meus olhos, nem nos de Maria. Ela andou de modo lento até mim e me abraçou forte demais para uma garota.
- O que é que está acontecendo Felipe? – Sua voz era abafada por meu ombro.
- Eu não sei Maria. Eu não sei.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Não seria estranho dizer que a dor incomoda. Claro que não, afinal, até parece que essa é a sua própria função: incomodar. Mas bem, estranho é dizer que me acostumei com está incomoda companheira depois de ela tanto me perseguir. Não é sempre que consigo percebe-la, mas ela sempre está comigo. As vezes invisível, as vezes tão viva quanto eu mesma.
Alguns acontecimentos na minha vida são responsáveis por ela já ser considerada parte de mim. É difícil distinguir quando a dor é real ou uma lembrança. Dói do mesmo jeito. E é considerável pensar que já estar acostumada com essa dor é insano. Deve ser mesmo.
Alguns acontecimentos na minha vida são responsáveis por ela já ser considerada parte de mim. É difícil distinguir quando a dor é real ou uma lembrança. Dói do mesmo jeito. E é considerável pensar que já estar acostumada com essa dor é insano. Deve ser mesmo.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Decididamente, não saber o que fazer é algo que corre no sangue. Infelizmente, pois nesse momento de aflição eu realmente gostaria de saber o que fazer. Um manual de como decidir sobre todo os assuntos de modo que não me arrependa em seguida seria bem vindo, mas a aventura da chance de aprender sozinha é algo irresistível.
Pequena e estranha dor no coração
Pensamos a todo o momento, mas só em alguns instantes da nossa vida refletimos. E eu refleti. Refleti sobre todo esse consumismo e essa massificação "cultural", refleti sobre as amizades e enfim, sobre o amor. E doeu. Doeu refletir e finalmente enxergar que hoje estamos a viver uma mentira. Bom, digo, talvez não todos, mas porque não dizer que o consumismo, as amizades e o amor estão interligados por uma moda de somente usar uma singela e falsa aliança no dedo da mão direita? A sociedade te excluiu porque o dia dos namorados chegou, você não tem namorado, não tem presente e não tem amor. O mundo virou de cabeça para baixo e você não conseguiu perceber em que momento te jogaram para fora dele. E agora você reflete sobre tudo ao seu redor, e infelizmente dói. Será que é por isso que hoje nossos meios de comunicação nos impedem de pensar? Eles nos poupam da dor? Tenho certeza que não é isso. Reflita e aguente a dor, porque nesse nosso mundo, não é somente isso que nos espera. Uma pequena e estranha dor no coração.
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