6
horas mais tarde.
3ºCapítulo
- Vamos Lilian, nós estamos
atrasados! – Eu reclamei mais uma vez para escutar um “Já vou!” irritado da
minha irmã. Provavelmente ser mais nova do que eu torne-a mais irritante, mas
nem mesmo Maria estava mais aguentando.
- Estava gostando da
viagem. – Ela comentou um pouco mais cedo, quando pedimos uma pizza e Lilian
ficou falando do quão calórico era e demorou meia hora para resolver pedir um
frango grelhado com salada.
Maria que já estava pronta
com a mão na maçaneta e segurando o molho de chaves correu para fora ao ver
minha irmã sair lentamente do seu quarto.
- Até que enfim Lilian! –
Eu disse e peguei em seu pulso. – Ou você começa a se comportar nessa viagem
que é meu sonho e da Maria, ou você vai sair de Paraíso Ardente no primeiro
ônibus para São Paulo. E eu não estou brincando.
Saímos um tanto
desanimados, mas tudo mudou ao chegarmos a um pequeno e singelo restaurante
acolhedor, com uma comida deliciosa.
Depois fomos em direção a
praia e meu Deus, que praia incrível. Sua areia era incrivelmente branca, a
água incrivelmente limpa e havia um cheiro de natureza que era desconhecido das
outras praias. Era tudo maravilhoso.
- Muito obrigada por ter me
trazido aqui Felipe. Meu amor. – Maria disse sorrindo e Lilian estava se
afastando lentamente de nós.
- Aonde você vai Lilian?
–Eu perguntei já de saco cheio de toda aquela imaturidade.
- Para outro lugar. – Ela
respondeu simples.
- Que pena. Você não vai. –
Eu disse no mesmo de tom de voz dela e ela, estranhamente sem discutir, se
dirigiu para um quiosque e sentou – se comportada.
- Lilian, não vou deixar
você segurar vela, mas não vou te largar aqui. Vou pedir umas bebidas, vamos
dançar um pouco, ai você procura uma turma. Eu te amo irmã. Não faço por mal.
Essa viagem é para que nos aproximemos acima de tudo. Só colabore ok. Já volto.
– Disse indo em direção ao balcão do quiosque, pedindo cerveja, energético e
vodka.
Ao voltar vi Lilian corada
e bem animada. Havia dois meninos paquerando minhas princesas, e eu logo corri
para Maria, beijando-a no pescoço. Logo ela se arrepiou.
- Amor, o que você acha de
darmos uma volta na praia? – Sussurrei em seu ouvido e ela prontamente se
levantou sorrindo. O sorriso mais lindo do mundo. – Lilian vai ficar bem. –
Sibilei.
E nós deixamos uma cerveja
e um energético para ela e acenamos. Ela, muito mais feliz acenou também.
E nós demos a volta na
praia que era linda. Conversávamos trivialidades sobre a cidade, inventamos
acidentes com o carrossel do parque de diversões e enfim, chegamos ao assunto
Lilian.
- Espero que depois de
ficar com o Mauricio ela melhore seu comportamento. – Maria suspirou sentando
na calçada.
- Quem? – Disse totalmente
aéreo ao assunto da conversa.
- Lilian. Mauricio é o nome
do garoto que estava flertando com ela. –Maria falou simples. – O que está
acontecendo com ela Felipe? De repente na escola ela se afastou de mim. Lancha
sozinha no intervalo. – Maria disse recordando-se dos momentos, como se
realmente não estivesse na minha frente.
- Eu não sei. E tudo o que
você disse acontece em casa também. – Me sentei ao lado dela. – Não conversa
mais com ninguém, come sozinha. Vive trancada em seu quarto. – Suspirei pesado.
– Anda totalmente estranha e de alguns dias para cá vive grudada ao telefone de
casa, esperando um telefonema sabe-se lá de quem.
Maria me abraçou. Estava
arrepiada. Tirei meu casaco e coloquei sobre ela, e ela sorriu para mim. Cara,
como eu era louco por ela. Por esse sorriso, esse corpo. Eu a amava demais.
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