São Paulo, 25 de janeiro de 2002
Mariana,
Como é que está querida? As notícias sobre você começaram a se esvair e, não me contendo, eu decidi lhe escrever para tentar cessar esta saudade.
Te escrever não foi a única decisão que tomei neste verão que está estranhamente frio sem você aqui em São Paulo. Eu percebi que nosso principal assunto em comum é a dor no lado esquerdo do peito, por causa de duas pessoas estúpidas que não sabem distinguir o amor de outros sentimentos. Estou escrevendo para comunicar a você que deixei de ser a pessoa estúpida da relação.
Esse ano sem você Mariana foi o pior da minha vida. Ele doeu como um punhal nas costas e, como um masoquista, eu pensava em você todo o momento, e quando não pensava, não pensava em mais nada.
Acontecimentos a minha volta não tinham mais significado algum e, quando dei por mim, o que faltava ao meu lado estava a quilômetros de distância, então, eu espero que ao receber e ler esta carta, você também deixe de ser a parte estúpida da relação, declare ao vento que me ama, aceite casar comigo e volte correndo para os meus braços, de onde nunca, nunca deveria ter saído.
Então, antes da formal despedida, eu peço: Quer casar comigo pois eu te amo mais que tudo neste mundo? Espero que aceite.
Até logo mais,
Paulo.
P.S.: Estou realmente aliviado por ter declarado isso.
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