sábado, 9 de junho de 2012

Lágrimas de Outono


A falsidade que gira em torno de mim é tanta que se pode apalpa-lá. Eu só rio com todo esse mundo artificial que está a minha volta, pois as pessoas mal sabem fingir que me admiram. E por que admirar? A garota autêntica e malcriada, que se passa por escritora, ama rock e é apaixonada por leitura. A garota que se impõem as regras, e que não aceita nem suporta a tal da injustiça; que não obedece ao que ela acha errado. Um mundo alternativo e totalmente incomodo para os fantoches que me cercam.
Hoje em dia a minha maior vontade é a de me mostrar, me provar. Não para jogar na cara, mas para deixar visível que eles que perderam. Minha maturidade não deixa que eu entre na depressão, ou me esconda na sombra do fundo do poço.
Sinto falta de amor, de carinho. Sinto-me jogada como uma carne velha para cachorros de rua. Parece que carrego milhões de pedras nas costas. A vontade de chorar não passa. A injustiça parece estar no ar, pois nunca me larga.
A exclusão dentro da minha própria casa me faz pensar que eu sou um fardo para todos que moram comigo. Amanhece o dia e somente reclamações vem para cima de mim, nada de uma palavra agradável. Eu nunca ouvi um “eu te amo” de um familiar. Nunca me abraçaram espontaneamente. Essa dor profunda que me atinge agora foi o único sentimento familiar que se agarrou a mim.

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