sexta-feira, 4 de maio de 2012
Decididamente, não saber o que fazer é algo que corre no sangue. Infelizmente, pois nesse momento de aflição eu realmente gostaria de saber o que fazer. Um manual de como decidir sobre todo os assuntos de modo que não me arrependa em seguida seria bem vindo, mas a aventura da chance de aprender sozinha é algo irresistível.
Pequena e estranha dor no coração
Pensamos a todo o momento, mas só em alguns instantes da nossa vida refletimos. E eu refleti. Refleti sobre todo esse consumismo e essa massificação "cultural", refleti sobre as amizades e enfim, sobre o amor. E doeu. Doeu refletir e finalmente enxergar que hoje estamos a viver uma mentira. Bom, digo, talvez não todos, mas porque não dizer que o consumismo, as amizades e o amor estão interligados por uma moda de somente usar uma singela e falsa aliança no dedo da mão direita? A sociedade te excluiu porque o dia dos namorados chegou, você não tem namorado, não tem presente e não tem amor. O mundo virou de cabeça para baixo e você não conseguiu perceber em que momento te jogaram para fora dele. E agora você reflete sobre tudo ao seu redor, e infelizmente dói. Será que é por isso que hoje nossos meios de comunicação nos impedem de pensar? Eles nos poupam da dor? Tenho certeza que não é isso. Reflita e aguente a dor, porque nesse nosso mundo, não é somente isso que nos espera. Uma pequena e estranha dor no coração.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Depois de uma noite.
Paritindo de um sonho, espirando fundo. Uma lágrima silenciosa, lábios ressecados. Pele arrepiada, sensível e macia. Cheirinho de frutas costumeiro, gostoso e enjoativo. Cabelo mal preso em um coque no fim da nuca, a marca de uma mordida no fim do pescoço. Lembrou - se do momento. Houve um beijo. O beijo foi como uma noite de verão. Gostoso, suave. Sorri singelamente, tremi ligeiramente. Beijei- o.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Inevitavelmente olho para trás e pergunto-me se não haveria chance de um final feliz, um destino para nós dois? Tento disfarçar com uma risada sarcástica, mas isso realmente me toca e eu penso como seria uma vida ao seu lado, ainda sentir o gosto de seu beijo. Seria feliz? É o que eu tento ver em minha mente ao elaborar conversas e momentos imaginários com um futuro que não aconteceu. Algo masoquista? Talvez. Mas pode ser que assim consiga descobrir o porque fui abandonar tudo isso. Ou tudo isso me abandonou?
Liberta;
Simplesmente solte os cabelos e deixe o vento os levar. Talvez não seja tão simples assim sentir-se liberta, e viva. Uma tarefa árdua, complicada, mas nada que a força de vontade não garanta. Poucas horas fizeram-me perceber que sim, eu não podia mas ser tão malvada com a vida, afinal ela me recebeu de bom grado a 13 anos, 11 meses e seilá quantos dias faltam para dia 27/4.
Perceber que existem situações piores não é certamente confortante, mas com certeza nos faz esquecer que estamos com um problema. E talvez sorrir não seja mais tão difícil assim.
Perceber que existem situações piores não é certamente confortante, mas com certeza nos faz esquecer que estamos com um problema. E talvez sorrir não seja mais tão difícil assim.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
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"I have a tough time judging myself. I don't really get it. Other people will call me a rebel, but I just feel like I'm living my life and doing what I want to do. Sometimes people call that rebellion, especially when you're a women. A guy knowing what he wants is a leader. A woman knows what she wants, and she's a bitch."
Joan Jett
Para amor II .
São Paulo, 25 de janeiro de 2002
Mariana,
Como é que está querida? As notícias sobre você começaram a se esvair e, não me contendo, eu decidi lhe escrever para tentar cessar esta saudade.
Te escrever não foi a única decisão que tomei neste verão que está estranhamente frio sem você aqui em São Paulo. Eu percebi que nosso principal assunto em comum é a dor no lado esquerdo do peito, por causa de duas pessoas estúpidas que não sabem distinguir o amor de outros sentimentos. Estou escrevendo para comunicar a você que deixei de ser a pessoa estúpida da relação.
Esse ano sem você Mariana foi o pior da minha vida. Ele doeu como um punhal nas costas e, como um masoquista, eu pensava em você todo o momento, e quando não pensava, não pensava em mais nada.
Acontecimentos a minha volta não tinham mais significado algum e, quando dei por mim, o que faltava ao meu lado estava a quilômetros de distância, então, eu espero que ao receber e ler esta carta, você também deixe de ser a parte estúpida da relação, declare ao vento que me ama, aceite casar comigo e volte correndo para os meus braços, de onde nunca, nunca deveria ter saído.
Então, antes da formal despedida, eu peço: Quer casar comigo pois eu te amo mais que tudo neste mundo? Espero que aceite.
Até logo mais,
Paulo.
P.S.: Estou realmente aliviado por ter declarado isso.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Sonhos Baratos ?
Estranhamente inspirada por Soninha Francine desde o ano passado, deu - me vontade de escrever sobre meus sonhos baratos, que não são algo clichê como andar descalça e parar para ver a estrelas. Talvez algo como ouvir discos para prestar atenção em cada nota e na harmonia da melodia, comer brigadeiro, deitar no chão gelado, e sim, ser acompanhada pelo sol, mas, acho que acima de toda essa coisa simples que completa e preenche, o sonho barato que sempre tem que ser realizado é a companhia da família. É realização.
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O que? As pessoas pensam em andar descalças e comer chocolate com morangos na panela como nos comerciais do pão de açúcar, já que aquela felicidade toda causa inveja mais, será que as famílias que fazem compras no tal supermercado tem toda essa áurea límpida, sorriem 24 horas e comem mesmo chocolate com morangos na panela? Duvido um pouco.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
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Me peguei sorrindo e sorri por isso, porque realmente estava feliz. Uma única vez na vida não pensei em problemas, bobagens que me deixam triste e isso me deixou feliz. Eu percebi que estava mudando. Eu percebi que havia felicidade em mim. Isso me deixou feliz.
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